Bom barqueiro

Bom barqueiro
Bom barqueiro
Me deixai eu passar
Carregada de filhinhos
Para a casa de sinhá.

Três, três, passará.
Derradeira há de ficar.
Se não for a de diante
Há de ser a de detrás.
Três, três, passará

Marré de si

Uma menina representa a rica. E outra, a mãe das meninas e meninos pobres.

Eu sou rica, rica, rica.
De marré, marré, marré.
Eu sou rica, rica, rica.
De marré, de si.

A mãe pobre com seus filhos:

Eu sou pobre, pobre, pobre.
De marré, marré, marré
Eu sou pobre, pobre, pobre.
De marré, de si.

A rica:

Eu queria uma menina
De marré, marré, marré
Eu queria uma menina
De marré, de si.

A pobre:

A qual é que você quer
De marré, marré, marré
A qual é que você quer
De marré, de si.

A rica:

Eu queria (Fulana)
De marré, marré, marré
Eu queria (Fulana)
De marré, de si.

A pobre:

Que ofício dará a ela
De marré, marré, marré
Qual ofício dará a ela
De marré, de si.

A rica:

Ofício de (diz um ofício)
De marré, marré, marré
Ofício de doutora
De marré, de si.

A pobre:

Pergunte a ela se aceita
De marré, marré, marré
Pergunte a ela se aceita
De marré, de si.

A rica pergunta: Aceita? A criança perguntada responde: Aceito. Todos cantam, batendo palmas:

Vamos fazer a festa dela,
De marré, marré, marré
Vamos fazer a festa dela
De marré, de si.

(E começa outra rodada.)


Boca de forno

-      Boca de forno.
-      Forno.
-      Manda que vá.
-      Vá.
-      Faz tudo que eu mandar?
-      Faço!
(Dá-se uma ordem qualquer. De preferência que deixe os mandados constrangidos em fazer.)


Pem Barra


Geralmente brincadeira de meninos. Formavam-se dois grupos. Brincávamos mais comumente na rua, que era piçarrada. Traçávamos um risco dividindo a rua entre dois postes. A manja eram os postes. O risco estendia-se imaginariamente por sobre as valetas, que comumente existiam, e as calçadas. O objetivo era ir até a manja contrária e tocar nela. Isso feito, voltar e passar de novo o risco. No campo adversário, se tocado por alguém do time contrário ficava preso no local. Enquanto cada um tivesse o pé em seu campo ou estivesse tocando a manja contrária não ficava preso. Uma vez preso, se um companheiro fosse até ele e o tocasse estava livre e entrava novamente no jogo. A vitória dependia da habilidade de dar dribles de corpo, velocidade, esperteza para combinar estratégias. Por exemplo, alguém com velocidade e habilidade entrava no campo do adversário para ser perseguido e levar um número deles no encalço. Isso feito, outros com habilidade teriam menos adversários para enfrentar. 

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